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Ótimo Oct 10, 2009 Como não agradecer a Mr. Lester? Com generosas mochilas às costas e todas as articulações perfuradas por mosquitos indomáveis, chegamos finalmente ao cume mais alto dos Pontões Capixabas, recanto considerado por Burle Marx como uma das mais lindas manifestações aleatórias da natureza. Sim, há dezenas de pequenos e médios `pães-de-açúcar' espalhados a esmo ao longo de um belo descampado recortado pelas águas do Rio Pancas, um dos afluentes do Rio Doce, nas imediações do município de Colatina. Enquanto acariciava as reticentes bolhas adquiridas durante a colossal caminhada, ouvi Lester comentar: "foi aqui, disse saudoso, que Burle Marx descobriu a bela e curiosa Merianthera burle-marxii, um arbusto atarracado dotado de flores violetas, pertencente à família das Melastomataceae (bocas-negras), a mesma das Quaresmeiras." Retirando de sua mochila o clarinete, Lester inicia solene uma emocionante interpretação de Ave Maria em ritmo de samba. Uma homenagem, segundo ele, a essa obra de arte natural esquecida por Deus e maltratada pelo homem. Em 2002, a área foi transformada em Parque Nacional e, recentemente, em Monumento Natural, permitindo, assim, a manutenção dos moradores na bela região, hoje palco cafeicultor. Todas estas deliciosas e tristes recordações vieram fáceis enquanto eu ouvia o álbum Worldbeat Bach, do clarinetista Richard Stoltzman, gravado em 1999 e que apresenta uma série de composições do barroco alemão em ritmo de jazz, samba e bossa nova. Além do domínio técnico exigido pelo rigoroso repertório clássico, que domina tranquilamente, Richard possui aquela rara sensibilidade do improvisador, que lhe permite frequentar o ambiente do swing ou do choro, graça concedida apenas a alguns poucos eleitos.
Com Richard estão Gary Burton (vib), Peter John Stoltzman (p), Jeremy Wall (key), Romero Lubambo (g), Paul Meyers (g), Eddie Gomez (b) e Cyro Baptista (d) -- e algumas informações adicionais sobre os Pontões Capixabas, retiradas do site Século Diário: "A região dos Pontões Capixabas, de Pancas a Ecoporanga - são oito municípios no total - tem área de 110 mil hectares. A área dos Pontões Capixabas já foi considerada a mais bela do planeta pelo paisagista Burle Marx, mas está devastada: perdeu a quase totalidade de suas matas nativas e, portanto, não tem mais água em abundância. Os predadores agora devastam os seus monumentos em granito. Cientistas e ambientalistas defendem a criação de um mosaico de unidades de conservação para os Pontões Capixabas. Entre as entidades que defendem esta proposta está o Conselho Natural da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (CN-RBMA). Até agora não houve empenho em discutir um projeto para toda a região. O MMA e o governo do Estado sequer chegaram a liberar os recursos necessários para que a região fosse inteiramente fotografada do ar durante os estudos da área. A documentação aérea, passo essencial para saber o que resta de cobertura vegetal, só cobriu 90 mil hectares dos Pontões Capixabas. No processo de criação da unidade, o Ibama destacou a importância dos Pontões Capixabas. "A região noroeste do Espírito Santo foi, até o final da década de 1920, inteiramente coberta pela floresta atlântica. Com a cafeicultura, iniciou-se a ocupação mais intensa e a quase total transformação da área, fazendo com que hoje os remanescentes de vegetação nativa sejam muito raros. Uma particularidade regional ajudou a preservar alguns destes fragmentos, em locais quase inacessíveis: a presença de centenas de inselbergs, aqueles morros com formato de pão-de-açúcar, que conferem à região uma beleza singular.
Os maciços se distribuem por uma ampla região entre os municípios de Pancas e Ecoporanga. São compostos principalmente por granitos muito antigos, que originaram solos pobres e ácidos. Os rios que drenam a área são afluentes do Rio Doce e do rio Cricaré. O clima é do tipo tropical semi-úmido, com estação chuvosa no verão e seca no inverno. Dezembro e janeiro são os meses mais quentes e junho e julho os mais frios. A vegetação original é a floresta estacional semidecidual submontana. Esta floresta, onde parte das árvores perde as folhas na estação seca e fria, foi praticamente dizimada em sua área de ocorrência no Espírito Santo, substituída por agricultura e pastagem. Os remanescentes correspondem a áreas de maior declividade ou acesso difícil, como o topo dos pontões rochosos. Estes pontões formam vales fluviais alongados e encaixados, com relevo bastante abrupto, que criam condições peculiares para a floresta, em função de sombreamento, profundidade variável do solo e disponibilidade de água. A vegetação varia em pequenas extensões desde floresta subperenifólia de várzea e de encosta até florestas inteiramente caducifólias (onde a maior parte das árvores perde as folhas no inverno), nos sopés dos afloramentos, e vegetação rupestre sobre os afloramentos, criando condições que favorecem a existência de alta diversidade biológica. A fauna do noroeste capixaba foi muito pouco estudada e fortemente impactada pela ocupação humana e alteração do ambiente. Ainda são citados para a região a ocorrência da preguiça-de-coleira, da paca, do gato-do-mato, do gato-maracajá, do tamanduá-de-colete, do barbado, do sagui-de-cara-branca e da lontra, entre os mamíferos. Mais de 118 espécies de aves foram registradas.
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A Smiling Bach! Mar 04, 2002 Let me introduce you to Richard Stoltzman! (start CD: "Worldbeat Bach"). Now, listen to his joy and way he celebrates life through Bach! Listen to the excellence of musicianship, his diversity of approach to Bach's most popular music, hear the total love and respect he shows for this masterful composer. Lavish yourself in the silkiness of his clarinet tones....and, for a bonus, his son joins him and his friends with arrangement and performances...Ladies and Gentlemen: RICHARD STOLZMAN! Now, I said, I'd like to revisit some of his other CDs..."New York Counterpoint", "Aria", "Dreams", etc. I want to get to know him better. Yes, I love his serious clarinet, but this energized, silky love shows the influence, perhaps, that came from his father playing Benny Goodman records and the other great jazz musicians of that era around his young son. "Worldbeat Bach" is a splendid introduction to all who have never really met Richard Stoltzman. Happily, I have, and it's all true!..Madge Bruner Hazen
5 of 5 found the following review helpful:
Curt Hill Jan 10, 2002 Well - I'm glad I didn't read the first review prior to purchasing this. I love Richard Stoltzman's treatments of these gems, I love the liner notes, I love everything about this disc. It makes me happy. The musicianship is extraordinary, and the playfulness is delightful.
11 of 11 found the following review helpful:
Bach Rules! Jul 26, 2000 I don't know what possessed the first reviewer to be so vociferous in critiquing this album. In fact, this is a delightful reinterp of Bach's music. Very danceable and joyous. Maybe it helps that I am not expecting anything in particular from Stoltzman. This album swings. If the first reviewer thought it would appeal only to college kids on acid, he is way wrong. His review sounds like he was on stomnach acid. Lighten up!
10 of 25 found the following review helpful:
Richard Stoltzman, what happened to you? May 20, 2000 Having become a Richard Stoltzman fan almost a decade ago after hearing the sublime "Innervoices," and having followed his career and enjoyed his work with Bill Douglas, I was eager to hear this new recording. I tried to find sound clips of it online and none of the web sites provided any, so I trekked to the closest Borders Books and had a reluctant clerk retrieve it from the back room, where it was awaiting shelving. They let me listen to it and I was jarred. My friend and I passed the headphones back and forth and recoiled. In the car on the way home she quipped, "It was...unnerving....almost like the Tijuana Brass playing the xylophone. "And being forced to listen to it with a migraine," I added. "In a stuck elevator. With a group of demonic cherubs beating on tin cans."It isn't even jazz -- and certainly not "classical." Who would listen to it? Stoltzman's demented, perky, jumpy spin on Bach would appeal to no one except for maybe a group of college students on acid. Whatever has possessed Richard Stoltzman to issue such a jangling, ugly-sounding recording? It combines the worst elements of trite "fusion" music, complete with Wendy Carlos-isms, juxtaposed with politically correct ethnic tribal sounds and a deadeningly canned mechanical percussion backdrop, and a bevy of nervous and tinny instruments that would cause the most sensitive listener to break out in hives. I have always associated Richard Stoltzman with sublime clarinet solos, sumptuous arrangements, and supreme musicianship. What has happened? If you want to hear the Richard Stoltzman I love and revere, listen to "Innervoices" or "Spirits" or "Begin Sweet World." Run from this!
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